segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Jogos Notáveis na Minha Vida 002: Chip n Dale Rescue Rangers


Tela título do jogo.

 Pois bem, já tinha contado aqui a minha história com os videogames e alguns jogos que tive. Já tinha contado também como fiz a minha amizade com o Testa, amigo há quase ou mais de 20 anos, esse fato tinha contado no Contos de um Gamer 001. Nos conhecemos em sala de aula na quarta série, só que eu era muito fechado, depois na sexta séria em uma aula de Artes, era pra desenharmos o nosso filme favorito, tinha um monte de desenho do O Corvo que passou muito na TV na época, tinha do Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, só que eu tinha desenhado o Robocop, embora o meu filme favorito foi e é até hoje O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final. Contei que ele tinha elogiado o meu desenh do Robocop e conversa vai, conversa vem falamos de videogame e ficamos de emprestarmos cartuchos, ele tinha me emprestado do Dynamite Duke do Mega Drive, e eu o Tico e Teco, ou Chip n Dale Rescue Rangers do Nintendo, cartucho estilo Famicom de 60 pinos.

A diferença entre um cartucho de Famicom (60 pinos, padrão japonês) e de Nintendo (72 pinos, padrão americano) de Super Mario Bros 3.


 Só que tenho que contar como eu consegui esse cartucho, se não me engano contei, mais vou contar de novo. Por volta de 1998 morava em um bairro chamado 15 de Maio, na cidade de Várzea Grande-MT.   A minha mãe tinha uns vizinhos com boa amizade com a família, esse vizinho tinha um irmão que trabalhava no camelô, e um certo dia ele trouxe um monte de cartuchos, de um monte de sistema que nem fazia idéia. De um outro vizinho que era dono de um fliperama e locadora chamado Teixeira, ele tinha me dado um adaptador de cartuchos que fazia do Nintendo de 72 pinos ler um cartucho de Famicom de 60 pinos. Ele me deu por que um dia meu pai que era motorista de onibus rodoviário foi levar algumas pessoas pro Paraguai e lá mesmo não sabendo comprou um cartucho e um Turbo Pad Control pro Nintendo e fomos pedir ajuda pra ele pra ver se tinha como conectar um cartucho daqueles no Nintendo, ele tinha um adaptador sobrando e nos deu. E pudemos jogar o cartucho que prometia mais de 1 milhão de jogos, sendo que só tinha 8 que repetiam que eram Super Mario Bros, F1 Race, Road Fighter, Duck Hunt e Wild Gunman precisavam da Zapper que não tinhamos, tinham mais 3 e esqueci o título. E com o controle... passamos a jogar mais quase sem brigas. Todos esses jogos que tinhamos eram jogos que poderia muito bem jogar perdendo uma vida e passando o controle.

 Voltando ao vizinho que tinha emprestado os cartuchos pra mim testar, tinha no meio cartuchos de Atari, Mega Drive, Super Nintendo, Master System, Nintendo e Famicom, não sabia se eram originais ou piratas na época. Que eu lembre dos títulos, lembro só de 2 do Nintendo, Jaws que era jogo do filme Tubarão e Jackal, ambos não pegaram, dai tinha lá um cartucho branco estilo Famicom, sem label/capinha, tudo sujão lá. Testei e pegou. Era o jogo do Tico e Teco.

Agora podíamos jogar de 2 jogadores simultâneos pra passar de fase.

 Na época passava muito no programa da Angélica na Globo. Falei pra minha mãe que só aquele tinha pegado, ele cobrou 5 carteiras de cigarro em troca do cartucho, meu pai viajava e ganhava as vezes e nunca fumava, vendia pra ele, comprou o cartucho. Pra mim e pro meu irmão e minha irmã, foi uma alegria. Primeiro jogo do Nintendo que jogamos que podia os dois jogarem na tela, passando a fase juntos.

 Porque ele me marcou? Bom, poderia ser o cartucho das Tartarugas Ninja 3, contudo ao emprestar uma fita de volta pro meu futuro amigo, emprestei essa. Acredito que mesmo emprestando qualquer cartucho, o resultado da amizade seria o mesmo. 

 Contudo queria emprestar um dos melhores jogos que tinha e que ele poderia zerar, pois o Tartarugas Ninjas 3 nunca zeramos, só chegamos ao Krang, e o cartucho de vários jogos, nem eu gostava tanto dele, jogava quando enjoava desses que já citei, Super Mario Bros 3 era (e é) mais atrativo que Super Mario Bros. Road Fighter tinha somente 4 fases e repetia eternamente. F1 Race se não me engano eram 9 pistas, na 7° já perdia pois não podia tocar em nada que o carro explodia e perdia combustível. Os jogos da pistola Zapper eu não tinha uma. E os outros 3 que nem lembro que jogos são, não eram marcantes o suficiente pra mim me lembrar.

 O resultado do empréstimo de cartuchos é que nenhum pegou no videogame do outro, pois eram incompatíveis. E assim foi se formando uma amizade, eu fui até a casa dele e joguei o Dynamite Duke e ele foi a minha e jogou o Tico e Teco. E o resto é história, história que posso contar pouco a pouco aqui.

 O cartucho, assim como os outros não mais o possuo em mãos infelizmente, creio que em uma eletrônica quando o Dynavision estragou, meu pai levou o videogame com tudo na eletrônica e nunca mais pegou ele e o resto junto.

 Se quiserem que conto como consegui o jogo da Tartarugas Ninjas 3, farei um não no Jogos Notáveis da Minha Vida, mais sim no Contos de um Gamer, que pode ser o 002 talvez, e digo que pra mim testar esse jogo eu tive que ir a uma festa de aniversário tenebrosa que não acabava nunca, NUNCAAAAA!!!!


sábado, 5 de dezembro de 2020

Contos de um Gamer 001: O dia em que quase levei uma surra por conta de The Revenge of Shinobi

     


The Revenge of Shinobi para Mega Drive, tela de título.

     Olá caro leitor, vou inaugurar uma sessão nova aqui que são Contos de um Gamer, que são nada mais e nada menos do que acontecimentos da minha vida de jogatina.

     Hoje vou começar com uma história que sempre lembro dela com frequência, que foi o dia em que quase levei uma surra por conta de The Revenge of Shinobi do Mega Drive.

     Nessa época acho que era 2002 e eu estudava na sétima série, eu tinha feito um amigo novo desde a quarta série chamado... vou apenas chamá-lo de Testa, eu era chamado de Gordo e como ele era um garoto de aparência boa e dificilmente achava defeito nele, fiquei caçando um motivo pra zoar ele e o chamei de Testa e até hoje 05/12/2020 é assim, o Gordo e o Testa.

     Nós eramos colegas de sala desde a quarta série, só que passei a conversar com ele na sexta série em 2001, acho que se não me engano que era pra desenhar o desenho de seu filme favorito em uma aula de artes. Na época O Corvo do Brandon Lee ainda estava em alta e grande parte da sala fez O Corvo, contudo eu tinha 2 filmes em minha cabeça: O Exterminador do Futuro 2 que sempre foi o meu filme favorito, e o outro filme era Robocop. Eu ia desenhar o T-800 contra o T-1000 que na época eu o chamava de Remeleca porque eu achava muito complexo de se desenhar, dai desenhei o Robocop, cheio de detalhes e tal e com sua Auto-9 em mãos e dizendo "Os meus amigos me chamam de Murphy, mas pra você é Robocop!" frase vinda de Robocop 3 que eu gostava quando criança.


Robobop, O Exterminador do Futuro 2 e O Corvo, assista e se quiser confira os outros filmes.

     Depois mostramos pra turma cada um o seu desenho e Testa sempre desenhou muito bem, e embora eu não desenhe bem, ele elogiou o Robocop e começamos a falar de videogame, cada um marcou de levar no dia seguinte o cartucho de seu videogame. Eu levei o cartucho branco sem label do Tico e Teco do Famicom que minha mãe tinha trocado em troca de 5 carteiras de cigarro e ele tinha levado acho que Dynamite Duke do Mega Drive. Fomos uns a casa do outro testas os jogos conforme passaram os tempos e o resto virou história e contarei outro dia caso prefiram.

     Ele tinha um cartucho de 8 jogos em um com Sonic, Collums, Street of Rage, Golden Axe, um de boxe onde os personagens aparecem da cintura pra cima, Super Monaco GP, California Games e...  The Revenge of Shinobi. Fora isso ele tinha Dragon Ball Z que era bem parecido com os do Super Nintendo, mais tinha o Freeza, Guinyu, Recum e Kurilin jogáveis, personagens que não tinha nos 3 jogos do Super Nintendo. Ele tinha pego emprestado dos primos o Dynamite Duke que na capa sempre pensei que era o Dolph Lundgren, e um dos Power Rangers que lutava-se versus, jogo dificil pacas.



   


 

Capa americana de Dynamite Duke com esse Dennis Quaid ai tentando ser astro de filmes de ação vs essa ai com um Dolph Lundgren com braço robótico, músculos, explosões, título que chama a atenção e o cara aparenta ser másculo e fodão mesmo com uma submetralhadora em mão.

     Um dia, acho que em 2002 um professor de matemática faltou e as duas ultimas aulas do dia eram dele e fomos liberados, é eu estudava no CAIC do bairro Jardim Alá em Várzea Grande - MT, e o Testa tinha me dito "zerei The Revenge of Shinobi, vamos lá pra casa que vou te mostrar como é que faz", beleza, era 15:30 e chegamos na casa dele por volta de 15:45, ele passou as fazes, enfrentou clones de Exterminador do Futuro, Homem-Aranha, Batman, Godzilla e chegou na bendita da ultima fase, ah ... a ultima fase.

CAIC - do bairro Jardim Alá, eh nostalgia hein.

     A ultima fase do jogo era em um labirinto gigantesco e... ele se esqueceu do caminho, deu Game Over uma vez, começou de novo e ficou perdido no labirinto de novo. Foi mais uma vez e perdeu pro chefe e Game Over e fui olhar de novo pro relógio 18:30 e eu "NOSSA SENHORA! NUNCA ATRASEI TANTO! MINHA MÃE VAI ME MATAR!!!!".

Levem em consideração os seguintes fatos:

- Eu era menor de idade.

- Morava em bairro perigoso.

- Morava longe da escola.

- A casa do meu amigo era longe da escola só que na outra direção.

- Não tinha celular e nem ao menos telefone fixo.

- Minha mãe era (é) brava pra cacete!

     Dadas as informações citadas acima, o que me restava a fazer era correr na velocidade da luz pra casa. 

     Corri feito um doido e passei o caminho do colégio, cheguei em uma descida e encontrei a minha mãe vindo. Meu coração gelou na hora e pensei "Vou apanhar, pensa em algo!", e dai ela disse "Nossa! Fiquei preocupada com você pensando que tinha acontecido alguma coisa, por que você demorou a ir pra casa?", não podia falar que era por conta de videogame se são eu iria ver o couro feder, dai me veio a idéia "Era um trabalho em grupo que a gente estava fazendo, terminamos agora e fomos liberados". 

     E deixo a moral da história pra você, se comporte, diga sempre a verdade a todos, pois no dia que precisar mentir, a mentira irá colar. De preferência, não minta nunca, seja sempre sincero, diga a verdade sempre e a verdade sempre lhe será contada.

     Tenham um bom dia e não deixe de contar aqui abaixo a sua história de gamer, ou a sua história de surra ou quase surra dos pais.